Dolcissima - Blog de Patricia Leonardelli


Billy Wilder, chuva e cama.

Um sábado muito,muito feliz.

Quer uma notícia boa?

Essa fofuritas aí em baixo são três tigres siberianos que nasceram não me lembro onde, mas lembro de que é uma raça magnífica que, pra variar, a estupidez humana está levando à beira da extinção. Como diz o querido Ivam, é ou não é pra ficar feliz?



Escrito por Patricia Leonardelli às 15h22
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This is the end...my only friend...the end.

Calma, calma, essa não será uma postagem melancólica, eu prometo, apesar de abrir com a música mais triste do mundo. Sumi, como, de certa forma, sumi o ano todo de mim mesma. De um caminho que a minha vida estava tomando que girava em círculos e não ia para lugar nenhum. E, diz o sábio navegador, quando se está perdido, o melhor a fazer é parar. E eu parei, para pensar meu teatro, minha pesquisa, minha vida. Para entender melhor como as pessoas se relacionam, e todas as coisas não ditas. E, principalmente, para jogar todo o lixo da minha vida pela janela. E tinha muito lixo nessa casa.

Acabei de fazer um concurso para a disciplina de Corpo e Movimento da ECA/USP, uma experiência, digamos, bastante elucidativa a respeito das relações de trabalho na minha profissão. Fui aprovada, mas não levei o cargo porque não fui aprovada em primeiro, e tudo certo, porque entrou a Sayô que é uma pessoa linda pessoal e profissionalmente. Mas, confesso que vou precisar de um mês para me recuperar de tudo que passei nesses três dias de provas.

Me afastei dos palcos para conseguir ganhar perspectiva. Queria ver o trabalho dos outros para perceber com quem atualmente eu, de fato, gostaria de trabalhar nesse mercado. E olhei, observei muito. Não queria me expor, preferi me guardar um pouco.

E, assim, 2010 parece que já está na minha porta. Talvez minhas postagens se tornem mais interessantes no ano que vem, pois o discurso de um espírito recluso muitas vezes acaba interessando mais a ele mesmo do que aos outros, e isso ainda é um blog. Mas, se tem algo que realmente foi abandonado da minha vida em 2009 são as artificialidades e as máscaras, então, paciência.

Bem-vindas as tempestades que limpam e abrem caminhos. Que 2010 seja um ano de Iansã.

                             

 



Escrito por Patricia Leonardelli às 23h27
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O nojo

Todo asco da raça humana, para mim, pode ser resumido em dois conceitos: covardia e puritanismo. A covardia é a perversão que leva uma pessoa a usar de violência contra outra criatura evidentemente mais frágil, ou que numa batalha já foi dominada e está em situação desarmada. Puritanismo é a doença que o ser humano desenvolve em relação àquilo que é a coisa mais natural da existência: o sexo, a sensualidade e a sexualidade. Eu tinha orgulho do Brasil nesse sentido. Nossa tolerância tropical tem muitos aspectos negativos, mas certamente é brilhante em sua falta de pudor hipócrita, no desvelamento diário dos corpos nas praias, nas ruas, e na fraqueza da moralidade escrota que, em pleno século XXI, tenta envolver o corpo e a sexualidade numa aura de “pecado” (alguém ainda acredita nessa palavra ridícula?). Aí surge o caso daquela menina. Em São Paulo, na Uniban, e acho que isso diz muito sobre a cara enorme que o machismo adquire nessa cidade, infelizmente. E não bastasse a perseguição já noticiada em verso e prosa televisiva, agora leio na net que a menina foi expulsa da universidade. Aí, eu lembro de uma conversa que tive com minha cunhada sobre bullying, em que ela dizia uma coisa aterradora: o bullying só se instaura quando existe uma conivência generalizada de professores, diretores, colegas, enfim, todos os envolvidos. No caso dessa menina, foi mais do que conivência, a decisão da reitoria se coloca claramente criminosa. E de forma dupla: não punindo os verdadeiros criminosos e transformando a vítima, cujo único crime foi mostrar um corpo bonito num vestido curto. Lembro das mulheres de certos países fundamentalistas islâmicos que quando são estupradas são também mortas, já que cometeram o fatal crime de sedução. É, ser mulher continua sendo o pior dos crimes. Vergonha total. Não ponho os meus pés nesse lugar asqueroso. Não dou palestra na Uniban, não dou aula nem conferência nessa instituição e, se você for aluno ou funcionário dessa universidade de merda, favor não me dirigir a palavra. Que vergonha, meu Deus. E, francamente, se eu fosse paulistana e tivesse vergonha na cara, não deixaria de me posicionar sobre esse absurdo que, no final das contas, aconteceu nessa cidade e não em outra. Logo, é problema de todos nós, porque, francamente, tenho medo de imaginar onde isso vai dar com o tempo...

E, pra encerrar ou não esse assunto, roubei isso do blog da Fernanda Dumbra, com a sua devida permissão.

 

Vergonha...

SOBRE A MENINA, O VESTIDO E OS AMIGOS DA FACULDADE,

ALLAN SIEBER ESCREVEU:

_____________________

O FUTURO DA NAÇÃO  

Pois é, eu também fiquei chocado, mais precisamente enojado com essa notícia.

Que gente(?) é essa?

E não estamos falando de garotos do Primeiro Grau ou do Segundo Grau, não, é gente que está na FACULDADE.

Esse episódio explicita duas coisas bem nojentas e muito em voga:

 

1 - O atual movimento de prolongar a adolescência ad eternum. Ninguém mais quer ser adulto, todo mundo quer ser adolescente a vida toda, jogar videogame, usar boné, se vestir como garotos propaganda da Adidas, Nike ou Puma, chamar as meninas de puta.

2 - O espírito de turba. Numa multidão qualquer fascistinha dá vazão a seus impulsos e a barbárie tem lugar, é só o primeiro idiota gritar "lincha!" e o resto vai atrás. Por isso eu não gosto de  torcida de futebol. É o mesmo espírito. Ninguém tem coragem de SOZINHO ir lá na frente do jogador e xingar a mãe dele ou a mãe do cara da torcida adversária, mas num coro de "machões" todo mundo é super corajoso.

É tudo muito nojento.

 

PS: Aposto minhas abotoaduras novas como a primeira coisa que passará pela cabeça dos gênios ao lerem isso é  - "Nossa, mas essa notícia é TÃO semana passada"...

O caso é que sou um homem da semana passada. Do mês passado. Do século passado, para ser mais preciso.


Allan Sieber 

 

 

 



Escrito por Patricia Leonardelli às 21h42
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Como ator descansa? Trabalhando:

"Os Canibais"

Texto: Verônica Stigger

Direção: Henrique Stroeter

Elenco: Patricia Leonardelli e Fernanda Cunha

Local: Tenda Dramamix - Satyrianas 2009 

Quando: segunda-feira, 02/11, às 16h

Verônica Stigger é a maior escritora da sua geração, quem duvida, vai conferir...



Escrito por Patricia Leonardelli às 12h11
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Era terça-feira de noite. Eu tinha saído do treino no circo e era véspera do aniversário da Geórgia, uma amiga muito querida da acrobacia. Ela detesta comemorar aniversário, mas nós sabíamos que o dela seria no seguinte, então arrastamos ela pro Genial, que é o boteco oficial do pessoal do circo, porque é só atravessar a rua na frente do Galpão onde a gente treina, e os garçons são queridos e a comida é uma delícia, sem falar na caipirinha de frutas vermelhas e de todos os outros sabores que deixam a gente bêbada sem perceber. Isso é coisa de mulherzinha, como diria o Mário, mas é assim que eu sou com bebida, e paciência. Gosto de ficar bêbada automaticamente, principalmente quando não tenho dinheiro para tomar vinho, que é a única bebida de que eu realmente gosto.

Mas, não é de bebida que eu quero falar. Então, estávamos no Genial, recuperando todas as calorias que perdemos no treino, quando, de repente, entra no bar uma daquelas mariposas gigantes marrons e pretas que soltam um pozinho nojento por onde passam, e começa a sobrevoar nossa mesa e nos perseguir. Um pesadelo.

(Abre parênteses).

Quando eu tinha nove anos, gostava muito de borboletas. Até que um dia, o professor explicou que elas só vivem sete dias, e que a maior parte da vida delas acontece no estagio de pupa, dentro do casulo. Desde então, eu não consigo mais gostar de borboletas. Entendam, eu preferia cortar a minha mão a ter de matar um ser tão delicado, mas, para mim, as borboletas ficaram como bichos de mau agouro. Sempre que vejo uma me dá um nervoso de morte forte e esquisito.

(Fecha parênteses)

Bem, a mariposa-morcego se fixa num cantinho e fica grudada lá que nem um papel de parede macabro esperando não sei o quê. Terminamos, cumprimentamos a Geórgia. Bebidinhas e abraços e beijos e vamos pra casa, que todo mundo trabalha cedo no dia seguinte.

Aí, eu abro a porta do meu apartamento e acendo a luz. E quase desmaio de cagaço. Uma mariposa gigante e preta, que lá o sul a gente chama de “bruxa”, dez vezes maior que a do bar, está dentro da minha sala, voando e se batendo que nem um mini-vampiro louco. Não sei como é possível essa criatura ter entrado na sala, se eu deixei absolutamente todas as janelas fechadas quando saí, por causa da chuva. Mas, ela está lá, me assombrando.

Rastejo até o interfone e chamo o Barbosa, meu super-porteiro multifuncional, para me salvar. O Barbosa precisa de dois panos de prato para segurar a bicha, cata ela depois de meia hora de combate, e larga pela janela. E eu vou dormir tendo certeza de que algo muito ruim vai acontecer. Certeza absoluta. Ninguém encontra duas bruxas na mesma noite e sai impune.

Tudo isso para dizer que, às 6h, minha mãe me liga de Porto Alegre pra me chamar urgente. Vai passar por uma cirurgia de emergência e não sabe o que tem, só que está mal. Entro em surto psicótico, mas consigo um vôo para noite. Chego lá, e tudo já tinha acontecido. Uma apendicite escondida quase leva minha mãe. Mas, enganamos a morte mais uma vez. Não sei por quanto tempo, mas ainda conseguimos dessa vez.

Por isso sumi.  

 



Escrito por Patricia Leonardelli às 13h17
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O que eu ando ouvindo sem parar, por que é lindo e delicioso...

 

Time Will Tell

Robert Nesta Marley

Jah would never give power to a baldhead

Run come crucify the dread

 

Time alone, oh, time will tell…

You think you´re in heaven but you´re livin´in hell

 

Back them up, oh, not the brothers

But the ones, who set them up

 

Time alone, oh time will tell…

You think you´re in heaven but you ´re livin´in hell…

 

Oh children, weep no more

Oh my sycamore tree, saw the freedom tree

Saw you settle the score

Oh children, weep no more

Weep no more, children weep no more…

 

 

 

 



Escrito por Patricia Leonardelli às 13h35
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Domingo feliz

 

Vou na Fnac comprar CDs, coisa que não fiz ainda esse ano. Me dou três logo de cara: Piazzolla, Uakti e Buena Vista. Se pretendo ser uma professora de Corpo e Movimento, o mínimo que se espera é que eu tenha um repertório de ritmos diversificado para experimentar com os alunos. Saio satisfeita com a minha sacola. Mas, minha satisfação não sobrevive a um segundo de realidade. Na porta da Fnac, sentadinho no chão, me olha um menino com os olhos mais tristes do mundo. 12 anos, pele morena manchada de queimaduras e espancamento, veste um bonezinho e uns trapinhos. Ele não pretende me assaltar, nem me pedir esmola. Ele apenas está me olhando, e é mais do que o suficiente para eu saber que a felicidade é algo impossível.



Escrito por Patricia Leonardelli às 22h11
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Eu duvido que exista uma indústria que produza tanto lixo no mundo quanto Hollywood. Nem a Riocell, antiga Bohegahar, que acabou com os rios da região metropolitana de Porto Alegre nos anos 70 e 80. Meu Deus, como é ruim o que vem de lá. Chega a ser uma piada, e é por aí que as coisas podem dar certo. Você não pode levar a sério, não dá. Só assim fica bom. E aí, estou eu sentada na minha sala, com minha vértebra C2 deslocada e dopada de tanto analgésico (esse realmente não está sendo o meu ano), depois de trabalhar oito horas na periferia com uma turma de 40 alunos, assistindo à maior bobagem que já vi na vida: Trovão Tropical. Mas, é engraçado demais. O Robert Downey Jr. é o cara, sempre foi. Era o galã cínico da minha adolescência (o meu preferido, é claro), e um grande ator, independentemente do charme. Nessa baboseira engraçadíssima a que estou assistindo agora, ele é o comandante Osíris Black, um negão que tira um sarro dos típicos comandantes “durões” dos filmes de exército que se multiplicaram como pulgas nos anos 80. Aí, é um tal de avacalhar “Rambo”, “Platoon”, sobra até pro pobre do “Apocalypse Now”, que eu gosto tanto. Também, juntando Ben Stiller, Jack Black e mais um bando de caras muito engraçados (na companhia do búfalo mais carismático do cinema) apanhando sem parar do cruel líder vietcongue (um moleque sádico), não podia sobrar pedra sobre pedra. E a trilha é ótima, muito irônica. Nessa noite chuvosa de um dia de trovões escabrosos, em que os namorados viajam para suas terras natais para visitar as famílias e nós ficamos aqui sozinhas, devo dizer que está sendo uma ótima pedida. Ninguém faz besteiras mais idiotas que nossa querida Hollywood.



Escrito por Patricia Leonardelli às 23h38
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Olê, olé, olé

Olê, olé, olé olá...

Olê, olé, olé

A cada dia te quiero más...

            

Áfe, to morta. Festival é um trabalho muito gostoso de se fazer. Tu viaja com tudo pago, conhece um monte de gente diferente, cidades novas, a organização é sempre bacana (hotéis e restaurantes legais, pessoal atencioso) e o cachê é beeeeem bom. Tudo o que gosto. Limeira não foi diferente. Grupos com pesquisas diversas, de regiões que eu nem conhecia do estado. Um clima delicioso. O problema é a volta pra casa, e uma semana de coisas pra fazer de esperando na porta. Textos pra estudar, livros pra ler, coreografias para fixar, trilhas pra criar...

Vou contar tudo, mas preciso de um tempinho pra respirar que ainda não tive desde que cheguei.

Aí, numa pausa para a janta, ligo a TV e vejo que a Argentina bateu o Uruguai na copa, eliminatória ou campeonato qualquer coisa. Gosto muito dos uruguaios. Mas, ver o Maradona sorrindo de novo é muito bom. Gosto muito do Maradona. E dos argentinos. E hoje eu vou brindar e eles, e à sua incrível capacidade de recuperação. Dá-lhe boludo!



Escrito por Patricia Leonardelli às 21h24
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Em Limeira até 13, terça, jurada do Festival de Teatro daqui. Muito trabalho, sem tempo para escrever, e com muito pra contar...



Escrito por Patricia Leonardelli às 12h18
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Lembro dos amigos da minha mãe lá em casa, tocando suas músicas. Era 1979, a ditadura estava perdendo força no Brasil, mas estava mais agressiva do que nunca na Argentina. Sua voz foi uma espécie de canção de ninar da minha infância, estava na minha casa o tempo todo. E a figura dela também era ótima, gostava muito. Minha casa estava sempre alegre, as pessoas reunidas, bebendo, rindo, chorando pelos amigos distantes, sonhando e imaginando como derrubar os militares e salvar a América Latina. Eu não entendia muito bem aquilo tudo, mas sabia que minha mãe e seus amigos estavam planejando algo grande. Sonhos. Engraçado, parece que uma época tão boa da minha vida também morreu hoje.



Escrito por Patricia Leonardelli às 13h09
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Para aqueles que têm certeza de que as suas certezas são mais certas que as certezas dos outros:

http://www.youtube.com/watch?v=WZ88oTITMoM

 



Escrito por Patricia Leonardelli às 13h20
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Quer uma boa causa? Aí vai...

Escola Livre de Teatro de Santo André promove ocupação artística

A “Semana ELT em Alerta”, como foi chamada, começa nesta segunda-feira com diversas apresentações gratuitas de música, teatro e dança, além de mesa de debates com Luís Alberto de Abreu e Francisco Medeiros

De 21 a 25 de setembro a comunidade da Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT) promove a Semana ELT em Alerta. O evento é uma Ocupação Artística em prol da Manutenção do Projeto Pedagógico da Escola, que está seriamente ameaçado.

Durante a semana, diversos coletivos teatrais e artistas que apóiam a causa se apresentarão nos espaços da Escola Livre de Teatro e Praça Rui Barbosa, no bairro de Santa Terezinha, Santo André. Farão parte da Semana, espetáculos de teatro e dança, atividades de literatura, apresentações musicais e performáticas, além de debates sobre políticas públicas culturais. Na mesa de debates do dia 23, o dramaturgo Luis Alberto de Abreu e o diretor Francisco Medeiros, discutirão sobre o projeto artístico-pedagógico da Escola.

No rol de convidados estão artistas de destaque na cena regional e nacional como a Cia. São Jorge de Variedades, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, Brava Companhia, Teatro de Rocokóz, o escritor Marcelino Freire e o cantor Rubi.

Artistas e grupos participantes farão apresentações gratuitas em defesa da continuidade do projeto ELT, que se tornou referência para a formação de atores no Brasil e que está completando 20 anos de luta e existência. A Escola, que é autogerida pelo coletivo de mestres e aprendizes e escolhe democraticamente sua coordenação, ficou abalada no dia 08 de setembro de 2009, com a notícia de que seu coordenador pedagógico, o ator Edgar Castro - professor da escola há 11 anos - havia sido demitido sem justificativas.

Na sexta-feira, onze de setembro, mais de trezentos artistas representantes dos principais coletivos de artes cênicas das cidades de Santo André e São Paulo - entre eles as atrizes Maria Alice Vergueiro, Leona Cavalli, Georgete Fadel, o ator Antônio Petrim, a diretora Cibele Forjaz – fizeram uma passeata da Praça Rui Barbosa, sede da Escola, até o Paço Municipal, onde foi entregue uma carta de reivindicações ao Secretário de Cultura do município.

Ontem, dia 17, mais de cem artistas estiveram presentes na Câmara Municipal de Santo André, durante a Sessão Plenária. Os aprendizes Mário Augusto e Lílian Cardoso fizeram uso da Tribuna Livre para defender a continuidade do projeto da ELT e foram apoiados pela maioria absoluta dos vereadores.

O movimento repercutiu numa comissão de vereadores e membros da Comunidade ELT que dialogarão junto ao Poder Executivo, que vem negando todas as reivindicações da comunidade e descumprindo os prazos de resposta acordados em reunião, firmando a decisão de afastar Edgar Castro como coordenador e professor da Escola.

A comunidade não aceita essa decisão e por isso convida todos os cidadãos e cidadãs a participarem daSemana ELT em Alerta, uma mostra que reflete a diversidade estética e a profundidade ética que regem a práxis da Escola.

Para maiores informações, acesse o blogwww.movimentolivre-sa.blogspot.com


 



Escrito por Patricia Leonardelli às 13h53
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Emília, querida...nossa Giulieta Masina.



Escrito por Patricia Leonardelli às 13h01
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Punhetinhas com cheiro de flor

Eu e meu silêncio involuntário. Nele surgem coisas boas até. Tenho me perguntado muito, muito mesmo sobre meu trabalho e sobre o sentido do teatro hoje. Leio no blog da Cléo que ela cogita abandonar o teatro. Percebo que ela sente saudades parecidas com as minhas. No seu texto, ela conta que sabe exatamente quando o desencanto começou. Eu não tenho bem certeza do início do meu, e nem se ele tem a ver só comigo exatamente. Porque eu também venho me perguntando algo que não é muito novo, mas que eu nunca tinha me perguntado de verdade: fazer teatro pra quem? Tá, não precisa ser pra ninguém, porque eu faço teatro pra expressar as minhas angústias, senão eu fico louco, dizem alguns amigos. Ok, mas quem está ouvindo? Ou não precisa ter ninguém do outro lado? Ou eu faço para me exibir, porque acho normal ator ser cheio de vaidade? Acreditem, eu já ouvi isso da boca de muuuuitos atores. E talvez por isso o teatro tenha se tornado tão chato. Se é para ter aula de vaidade, fico em casa vendo novela. Ou, talvez, seja um fase, para mim e para a Cléo. Uma crise de onde algo novo pode surgir. Ou excesso de crítica. Pode ser tudo, não sei, o tempo vai dizer. Só não consigo é parar de perguntar, graças a Deus.

 



Escrito por Patricia Leonardelli às 12h58
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