E vamos prorrogar a temporada até 29/06!
Palavras para descrever essa alegria, não tenho. Amo esse trabalho!
“A Valsa das Solitárias” na Casa das Rosas até 29/06, sábado às 21h e domingos às 19h.
Imperdível!
Ah, um probleminha, no fim-de-semana dos dias 14 e 15, não teremos espetáculo, pois a Casa tem outro evento enorme e inadiável, que foi agendado antes do início de nossa temporada.
Mas nos outros dias, normal, portanto, é melhor ligar e reservar seus ingressos que os lugares são poucos.
Muito feliz!
http://www.youtube.com/watch?v=wSqngNde0Ak

Escrito por Patricia Leonardelli às 12h20
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Sandra Corveloni.
Anti-musa.
Linda.
Palma de ouro para Cannes pelo elogio e defesa da autenticidade
desses seres cuja autenticidade, hoje,
é o maior crime de mercado possível.
Essa é uma vitória maior do que parece.
Escrito por Patricia Leonardelli às 00h01
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Dessa vez a correria está muito, muito grande mesmo. Eu não sei se isso acontece com todo mundo, mas tem fases da minha vida que eu sinto que perco completamente a consciência do que estou fazendo. Desde que defendi minha tese tem sido assim. É tanta correria, tanta coisa para fazer, tanto trabalho que aquelas atividades que exigem um pouco de reflexão e concentração, como escrever aqui, por exemplo, vão ficando negligenciadas. Queria muito escrever sobre os dois primeiros finais de semana da nossa “Valsa”, e da apresentação mais linda que já tive em minha carreira inteira, no sábado passado, quando o público, um a um, veio me abraçar ao final da peça. Isso nunca tinha me acontecido em teatro adulto. Tanta gratidão eu só tinha experimentado no teatro para crianças. E sobre a coluna da Mônica Bergamo, que colocou uma fotona nossa hoje (obrigada, Diógenes, querido!) e fez eu me “sentir”. Queria escrever sobre a experiência de assistir de novo ao filme “A História Real”, do David Lynch, o filme mais lindo que vi nos últimos anos, em que a história verídica e comovente do senhor que atravessa os EUA numa semi-carroça motorizada para fazer as pazes com o irmão com quem está brigado há dez anos se mistura à fantástica história da vida do ator que o interpreta, que se suicidou com um tiro na cabeça por não agüentar as dores de um câncer na próstata. A vida é tão frágil, e tão rara. Cada vida é tão especial. Queria escrever sobre os maravilhosos filmes indianos que tenho assistido. Adoro filmes indianos, bolywood, off-bollywod. Mira Nair, minha predileta. Ao lado de Billy Wilder e Frank Capra. É preciso um pouco de refúgio para percebermos a dimensão da vida que passa e diminui a cada dia. A de todos nós. Isso não é um problema, é um alerta calmo para fazer cada dia ser mais do que a gente imaginou que seria.
Escrito por Patricia Leonardelli às 22h41
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