


Aplausos de agradecimento. Enormes, maiores que a vida. Lágrimas desprevenidas, engasgadas diante de tanto amor. Pessoas no chão, apertadas, em pé, menos confortáveis do que mereciam estar. “Aquele lugar é ruim de ver!”, avisa o nosso querido diretor nervoso e culpado, como todos nós, na bilheteria. “Mas eu quero mesmo assim!”, disse o público. E nós, que não temos dinheiro, que não temos patrocínio, que não temos nada (a não ser esse nosso amor), ficamos, cada fim-de-semana, menos e menos solitárias
Escrito por Patricia Leonardelli às 19h01
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