O que eu ando ouvindo sem parar, por que é lindo e delicioso...
Time Will Tell Robert Nesta Marley Jah would never give power to a baldhead Run come crucify the dread Time alone, oh, time will tell… You think you´re in heaven but you´re livin´in hell Back them up, oh, not the brothers But the ones, who set them up Time alone, oh time will tell… You think you´re in heaven but you ´re livin´in hell… Oh children, weep no more Oh my sycamore tree, saw the freedom tree Saw you settle the score Oh children, weep no more Weep no more, children weep no more…
Escrito por Patricia Leonardelli às 13h35
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Domingo feliz Vou na Fnac comprar CDs, coisa que não fiz ainda esse ano. Me dou três logo de cara: Piazzolla, Uakti e Buena Vista. Se pretendo ser uma professora de Corpo e Movimento, o mínimo que se espera é que eu tenha um repertório de ritmos diversificado para experimentar com os alunos. Saio satisfeita com a minha sacola. Mas, minha satisfação não sobrevive a um segundo de realidade. Na porta da Fnac, sentadinho no chão, me olha um menino com os olhos mais tristes do mundo. 12 anos, pele morena manchada de queimaduras e espancamento, veste um bonezinho e uns trapinhos. Ele não pretende me assaltar, nem me pedir esmola. Ele apenas está me olhando, e é mais do que o suficiente para eu saber que a felicidade é algo impossível.
Escrito por Patricia Leonardelli às 22h11
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Eu duvido que exista uma indústria que produza tanto lixo no mundo quanto Hollywood. Nem a Riocell, antiga Bohegahar, que acabou com os rios da região metropolitana de Porto Alegre nos anos 70 e 80. Meu Deus, como é ruim o que vem de lá. Chega a ser uma piada, e é por aí que as coisas podem dar certo. Você não pode levar a sério, não dá. Só assim fica bom. E aí, estou eu sentada na minha sala, com minha vértebra C2 deslocada e dopada de tanto analgésico (esse realmente não está sendo o meu ano), depois de trabalhar oito horas na periferia com uma turma de 40 alunos, assistindo à maior bobagem que já vi na vida: Trovão Tropical. Mas, é engraçado demais. O Robert Downey Jr. é o cara, sempre foi. Era o galã cínico da minha adolescência (o meu preferido, é claro), e um grande ator, independentemente do charme. Nessa baboseira engraçadíssima a que estou assistindo agora, ele é o comandante Osíris Black, um negão que tira um sarro dos típicos comandantes “durões” dos filmes de exército que se multiplicaram como pulgas nos anos 80. Aí, é um tal de avacalhar “Rambo”, “Platoon”, sobra até pro pobre do “Apocalypse Now”, que eu gosto tanto. Também, juntando Ben Stiller, Jack Black e mais um bando de caras muito engraçados (na companhia do búfalo mais carismático do cinema) apanhando sem parar do cruel líder vietcongue (um moleque sádico), não podia sobrar pedra sobre pedra. E a trilha é ótima, muito irônica. Nessa noite chuvosa de um dia de trovões escabrosos, em que os namorados viajam para suas terras natais para visitar as famílias e nós ficamos aqui sozinhas, devo dizer que está sendo uma ótima pedida. Ninguém faz besteiras mais idiotas que nossa querida Hollywood.
Escrito por Patricia Leonardelli às 23h38
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